Aventuras Maternas

Entenda mais sobre o Autismo

autismoFalta de contato visual, irritabilidade, falta de interação com outras crianças, se fazer de surdo. Essas podem ser características de uma criança mimada, mal educada, que faz birra. Certo? Errado! Essas são características encontradas em crianças com algum tipo ou grau de autismo. Antes de procurar uma “Super Nanny” para corrigir o comportamento do seu filho, procure um especialista (que pode ser o próprio pediatra, um psiquiatra ou neurologista infantil) para conversar mais profundamente sobre o assunto.

O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convívio social. É um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é três vezes mais comum em meninos que em meninas. E mais: a síndrome não é necessariamente acompanhada de retardo mental, pois existem casos de crianças que apresentam cognição e fala intactas.

É muito difícil falar no assunto, pois não somos especialistas e nem nunca tivemos contato com crianças com esse tipo de transtorno. Porém, acredito que essas informações coletadas sejam de grande utilidade para as nossas mamães aventureiras.

Conforme a ASA ( Autism Society of American), a maioria dos sintomas da criança com autismo está presente nos primeiros anos de vida, variando em intensidade de mais severo a mais brando. São eles:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças

2. Riso inapropriado

3. Pouco ou nenhum contato visual

4. Não quer ser tocado

5. Isolamento; modos arredios

6. Gira objetos

7. Cheira ou lambe os brinquedos, com inapropriada fixação em objetos

8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade

9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino

10. Aparente insensibilidade à dor

11. Acessos de raiva – demonstra extrema aflição sem razão aparente

12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)

13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)

14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina

15. Age como se estivesse surdo

16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades – usa gesticular e apontar no lugar de palavras

17. Não tem real noção do perigo

18. Irregular habilidade motora – pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos.

CAUSAS DO AUTISMO

A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas do que pode compreender alguns desses fatores:

Influência Genética

Vírus

Toxinas e poluição.

desordens metabólicos

Intolerância imunológica

Infecções virais e grandes doses de antibióticos nos primeiros 3 anos.

TRATAMENTOS

Análise aplicada do comportamento (ABA)

Medicamentos

Terapia ocupacional

Fisioterapia

Terapia do discurso/linguagem

AUTISMO E EDUCAÇÃO

Vale ressaltar que muitas crianças com autismo escondem habilidades criativas e intelectuais fantásticas. Um excelente exemplo é o jogador Messi. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.

Por isso mesmo que os pais procuram, além de todo o tratamento, uma instituição de ensino que possa libertar essas habilidades. E é aí é que começa o grande debate.

Muitos pais não querem colocar seus filhos em escolas especiais, adaptadas para essa realidade. Especialistas concordam que colocar em escolas tradicionais ajudam no processo educacional e de interação social.

Mas as escolas estão preparadas para estimular as capacidades do portador de autismo? Em dezembro de 2012, foi sancionada a lei que classifica o autista como deficiente. Ela não apenas garante proteção aos direitos do portador, como também torna sujeito à punição gestores escolares que se recusarem a matricular indivíduos com suspeita ou diagnóstico de autismo.

Por conta dessa lei, muitas escolas são obrigadas a aceitar crianças com a síndrome. Porém a metodologia de ensino e qualificações dos professores permanecem inalteradas. Como então estimular essas habilidades? As reações aparentemente desconexas de uma criança com autismo representam uma das muitas dificuldades que os educadores, pais e familiares encontram para inserir o autista na sala de aula.

A inclusão só acontece quando a família mapeia detalhadamente todos esses sintomas e informa a instituição de ensino a respeito deles. Esta, por sua vez, deve contar com as metodologias adequadas para ajudar a criança a suprir suas deficiências. O desafio é justamente esse.

Já ouvi professores falarem que não podem tratar os alunos com autismo de forma diferente em sala de aula. Nenhuma atenção especial, metodologia diferenciada e provas adaptadas. “Se eles estão em um colégio normal é para serem tratados da mesma forma que os outros alunos. É isso que os pais esperam. Caso contrário é considerado discriminação”, relata uma professora do Ensino Fundamental.

A viabilização financeira dos métodos especializados de ensino é um problema. Segundo especialistas, por meio deles, é possível reduzir a incidência de comportamentos inadequados e ajudar o autista na organização do seu dia a dia, bem como na tarefa de se comunicar com os outros e de ingressar em qualquer espaço. No entanto, são metodologias caras  de serem implantadas. Além de serem necessários profissionais qualificados, o que ainda é um pequeno número no país.

Dados de Pesquisa mais atuais:

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale apontam que é possível identificar sintomas do transtorno de espectro autista (TEA) em bebês de 18 meses, segundo estudo publicado no American Academy of Child & Adolescent Psychiatry. Este é o primeiro estudo em larga escala que conseguiu identificar sinais típicos de autismo em bebês e confirmar o diagnóstico aos 3 anos de idade.

A psicóloga Katarzyna Chawarska e seus colegas examinaram 719 crianças de 1 ano e 6 meses em busca de sinais típicos de autismo – como comportamentos repetitivos, tendência a não buscar contato visual, entre outros. Todas tinham um irmão mais velho diagnosticado com o transtorno – o que, de acordo com estudos anteriores, está relacionado a uma maior probabilidade de o mais novo também desenvolver os sintomas. Depois, os pesquisadores reavaliaram os pequenos voluntários quando completaram 3 anos. A equipe descobriu, assim, que foi possível identificar indicativos de autismo já aos 18 meses em cerca de 50% das crianças. Em assintomáticos nesse período, os sintomas apareceram entre os 18 e 36 meses, segundo os cientistas. A combinação entre contato visual pobre e falta de gestos comunicativos é mais fortemente associada com o diagnóstico de TEA meses mais tarde.

Fonte: Mente e Cérebro

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