Aventuras Maternas

Entenda o que os produtos ultraprocessados têm de tão perigoso

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Muitas vezes entregamos a responsabilidade de alimentar nossas crianças a empresas que visam o lucro no curto prazo, no lugar da saúde a longo prazo!

Para começar o assunto, em geral alimentos que apodrecem ou mofam rapidamente são os melhores para nossa saúde. O Ministério da Saúde recomenda priorizarmos a alimentação caseira, fazendo uso de vez em quando de alimentos semi-processados, e evitar ao máximo alimentos ultraprocessados.

Às vezes pode ser difícil identificar um alimento ultra-processado. A forma mais fácil de identificá-los é através da lista de ingredientes: se esta for extensa (com mais de cinco ingredientes) e cheios de nomes que você não consegue motorup.com.au visualizar o que são.

Em geral, tudo o que é embalado e engarrafado é ultraprocessado com algumas poucas exceções. Altas doses de gordura, açúcar e sal contribuíam para aumentar a validade de produtos, melhoram a aparência para que tenham um probalidade mais alta de serem vendidos. Nessa categoria estão produtos que nós muitas vezes consideramos mais saudáveis como iogurte, queijo ou molho para macarrão.

O Ministério da Saúde, no seu “guia alimentar para a população Brasileira” de 2014, nos adverte sobre os ingredientes usados nesses alimentos muito industriais: “Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes). Técnicas de manufatura incluem extrusão, moldagem, e pré-processamento por fritura ou cozimento.”

Quem afinal quer comer um produto alimentar em que um dos ingredientes é feito de carvão e/ou petróleo? Se não tivesse visto no guia não acreditaria. Como um ingrediente desses foi parar aí? Depois se perguntam porque há tantas alergias alimentares por aí…

Como fazer compras no mercado sem cair em tentações?

Agora como podemos evitá-los durante as nossas idas ao supermercado? Não sei se alguém já parou para outerspaces.com.au analisar um supermercado com olhar clínico e observador. Mas existem ali muitas estratégias escondidas de forma a levar o consumidor a comprar o maior número de produtos e de preferência aqueles que representam o maior lucro. Em geral produtos menos processados se encontram nas prateleiras de cima. E produtos que precisamos comprar com mais frequência pois estragam como ovos, frutas, legumes se encontram em cantos “periféricos” (frente, laterais e

fundos) do supermercado. Para chegar na parte da padaria, por exemplo, se atravessa alas e alas de prateleiras de produtos ultraprocessados. O chão escorregadio ajuda a fazer com que as pessoas circulem lentamente e acabem comprando mais itens não planejados.

Cheiros de padaria como o de pão assando, dentre outros cheiros, são ótimas formas de deixar o cliente com fome. Em alguns estabelecimentos nos EUA faz-se uso de uma máquina que libera aromas de comida para deixar os clientes esfomeados provocando compras não planejadas.

Assim como a utilização de músicas como uma cadência lenta ajudam o consumidor à perder a noção do tempo. Quanto mais tempo ele passar circulando maiores as chances de aumentar o seu consumo. Por isso que muitos supermercados não tem janelas nem luz natural. Muito menos relógios fixados em qualquer lugar.

Se tudo falhar tem as alas de “tentações” como vemos em muitas lojas com balas, biscoitos ou ainda aquelas pequenas prateleiras adjacentes ao balcão do caixa. Não se enganem quando se trata de supermercados tudo foi pensado de forma minuciosa. Não esquecemos das rearrumações de loja para que mesmo aquele cliente antigo tenha que rodar o estabelecimento inteiro antes de achar o produto almejado.

Uma forma de evitar compras não planejadas é não ir ao supermercado quando se está com fome, meio óbvio. Mas o maior segredo para evitar a compra de produtos ultraprocessados é planejamento. Separar um tempo, durante a semana, para pensar com cuidado sobre as refeições que você irá oferecer a sua família. Fazer uma pesquisa das receitas a serem usadas.

Por exemplo: uma receita de um frango assado pode render várias outras refeições. Pode ser transformado em sopa, arroz de panela etc. Os ossos podem ser fervidos para fazer caldo de galinha. Ou agora que o calor voltou no dia seguinte pode ser feito uma salada fria, um salpicão com um molho alternativo à base de iogurte.

Mas é preciso também pensar nos lanches. Como posso incluir itens mais saudáveis? O Brasil tem uma grande variedade de frutas. Sabendo que as crianças gostam de comer comidas mais doces, temos várias opções de frutas bem doces para oferecer. A diferença entre sugerir uma fruta ou um biscoito/bolo é que na fruta você vai ter importantes fontes de fibra alimentar que ajudam na digestão (dentre vitaminas e outros nutrientes) importante para o desenvolvimento do seu pequeno.

Nesse caso, você poderia dizer: mas os produtos ultraprocessados também dizem ter essas vitaminas. Sim mas esses nutrientes no produto industrializado são sintéticos. E nosso corpo não absorve tão bem a versão sintética quanto a natural.

Por isso é tão importante oferecer à sua criança uma dieta bem variada, para se certificar que ele se desenvolva bem e fique menos doente. Uns exemplos de frutas bem doces: jaca, fruta do conde, manga (quando está bem madura), certos tipos de melão e se tudo falhar tâmaras (não é uma fruta Brasileira mas é bem doce). Há uma variedade enorme de frutas em lojas como o Hortifruti, além das feiras é claro.

Tem para todos os gostos com cores e texturas diferentes. A fruta de certa forma é melhor que o suco, pois contém a fibra… Se a sua família está sentindo no bolso a crise econômica talvez seja a hora de preparar umas marmitas para levar para o trabalho/escola. Dessa forma você garante uma qualidade nutricional nas suas refeições e ainda economiza dinheiro.

Você pode até escolher as suas refeições de forma a ajudar a realização do seu trabalho após a refeição. Todo mundo sabe que após uma feijoada é quase impossível realizar um bom trabalho por conta da grande quantidade de carne e gordura. Se você preparar uma marmita tente incluir um carboidrato “complexo” como: aipim, batata doce, macarrão integral, inhame, arroz integral; o corpo irá absorver de forma mais lenta e te deixará saciado por muito mais tempo.

Juntando a isto legumes para dar a sua dieta fibra alimentar promovendo bom funcionamento do intestino. Uma fonte de proteína magra (ovo, peixe, frango), pois será mais fácil digestão. Dessa forma você garante uma capacidade de raciocínio mais alta após a refeição. Lembrando de tentar evitar ao máximo o consumo de refrigerantes, inclusive aqueles na forma light e diet. Pois apesar do adoçante contido neles não ser absorvido pelo organismo, o esôfago espera o açúcar que não vem e aí você começa a ter desejo de comer doces… Sem contar o sódio em grandes quantidades, mas isso também vale para chás gelados e sucos de latinha dentre outras bebidas.

O mais seguro continua sendo a valiosa água. Quebrar essas regras de vez em quando pode, mas o importante é que isso não se transforme em rotina. Sua saúde agradece!

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Zoe Shorter

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