Aventuras Maternas

Mãe em tempo e forma integral

maeintegralConfesse! Seu sonho foi parar de trabalhar assim que seu filhote nasceu. Mas com todos os compromissos financeiros que uma família já tem, ainda mais agora com um novo membro, não voltar ao trabalho após o período na licença maternidade é uma vontade que, infelizmente, não pode ser realizada pela maioria.

As razões são inúmeras, desde não conseguir ficar longe da prole até não confiar em babás e creches. Há, ainda, um grupo que, depois de fazer as contas, percebe que o que será gasto para o baby ficar fora no período em que o casal estiver no trabalho sairá, muitas vezes, mais caro que se tornar mãe em tempo integral e cuidar de tudo.

E foi isso que fez Cinara Leal, de 37 anos. Mãe de Antonia, de um ano e quatro meses, ela trabalhava como administradora de contratos e tinha uma rotina extremamente estressante. Não tinha horário para saída e já havia chegado a passar dois dias trabalhando direto. Porém, com o nascimento da filha, ela decidiu mudar tudo. Concluiu que ninguém trataria tão bem a filha quanto ela e que mesmo a creche também não era uma opção. Os benefícios desssa mudança radical em sua vida? “Acho que ela é mais carinhosa e eu crio a minha filha do jeito que eu quero. Sem intervenções de babá, creche ou avós.”, explica

Andrea Montenegro, de 40 anos, e mãe de Maria  Eduarda, Ana Clara e Tiago, com 12, 11 e 7 anos respectivamente, conta que trabalhava como coordenadora pedagógica antes do nascimento das crianças. “Trabalhava no período da tarde e duas vezes na semana tinha reunião pedagógica após o horário de trabalho. Muitas vezes também tinha atividades escolares aos sábados. Porém, depois que fui mãe, percebi que estava sobrecarregada e que em algum momento poderia falhar. A minha disponibilidade para a escola não era mais a mesma. E para não falhar preferi parar e me dedicar a minha filha. Desta forma, pude acompanhar de forma presente o desenvolvimento deles.”, comenta.

Mas a historia dela é um pouco diferente de Cinara, que não voltou em nenhum momento a trabalhar.”Depois que minha filha mais velha nasceu”, ainda trabalhei um ano. Minha mãe ficava com ela. Mas a rotina e dinâmica diária não me satisfaziam. Não estava mais realizada e ao engravidar da minha segunda filha pude perceber que o que realmente precisava era ter meu momento mãe.”, explica.

Mas e quando os filhos crescerem e chegar a hora de voltar ao trabalho? Cinara tem consciência que não será fácil e que sofrerá muito. E diz mais: talvez nem queira voltar, teria que compensar muito. O marido é parceiro e concorda com a decisão tomada. “Ele banca tudo e pensa da mesma forma. Acha que eu não devo voltar a trabalhar agora. Costuma dizer que isso é um investimento na Maria Antônia, porque ela está tendo o privilégio de ser criada pela mãe.”, complementa.

Já Andrea voltou ao mercado de trabalho, mas não em sua área. “Creio que para voltar para minha área seria difícil por me sentir desatualizada.”, diz. Ela também teve o apoio do marido quando resolveu ser mãe em tempo integral. “Conversando com meu marido, chegamos à conclusão que gastaríamos mais para contratar uma empregada. Sem contar, principalmente, a questão do tempo com eles.”, conta.

Perguntadas sobre arrependimentos diante desse quadro, ambas disseram que não. “Somente por ter engravidado tão tarde. Se soubesse que seria tão bom, não teria esperado tanto.”, finaliza Cinara.

E você? Mudou algo no seu trabalho após o nascimento do seu filho? Muitas mães também se tornam empreendedoras dentro do segmento materno e descobrem novas formas de ganhar dinheiro sem ficar longe dos pequenos. Queremos contar essas histórias por aqui! Mandem para a gente!

                     

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Priscila Correia

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