Aventuras Maternas

Quando começar a prática de atividades físicas

natacao_infantil_invernoCrianças são muito ativas, todo mundo sabe. E muitas, inclusive, além das brincadeiras diárias, querem praticar esportes de forma regular. Mas qual seria a idade certa para começar a se exercitar mais, digamos, seriamente? Alguma atividade pode ser estimulada ainda quando são bebes?

A professora de Educação Física Tatiana Delgado explica que a idade certa para começar a fazer atividade física vai depender do tipo de exercícios. E esse cuidado já deve ser seguido mesmo quando as crianças ainda são bebes. A primeira coisa que os pais devem respeitar é o tempo natural de desenvolvimento dos filhos. Desde os movimentos de pressão com as mãozinhas e pés, passando pela fase de ficar de bruços, sentar e então engatinhar e andar. Muitos pais colocam as crianças no famoso andador, o que pode faze-lo pular uma importante etapa do desenvolvimento motor. A infância é o período perfeito para alterar características genéticas e corporais. A epigenética é a capacidade que o indivíduo possui de mudar algumas características genéticas em função dos estímulos externos a que o corpo é submetido. Daí a importância em estimular seus filhos a praticarem exercícios, para crescerem saudáveis, desenvolverem-se plenamente tanto física quanto psicologicamente. Mas tudo, logicamente, no tempo certo.

Entre os esportes considerados como uma opção para começar mais cedo, está a natação. Embora haja opiniões controversas sobre a idade ideal, alguns especialistas acham que a partir dos três meses, com acompanhamentos dos pais e professores, o bebê já pode ir para piscina, sendo benéfico para desenvolvimento psicomotor e para o bebê aprender a respirar. Há, ainda, outros que dizem que a partir dos quatro meses já é, inclusive, benéfico para bebês alérgicos. Mas existe quem defenda que antes dos seis meses de vida é arriscado colocar o bebê na natação, por conta dos riscos de contaminação da água e otites. “Porém, todos concordam que a piscina deixa os bebês e as crianças relaxados, pela proximidade da realidade intrauterina, pelos movimentos na água quentinha.”, complementa Tatiana.

Outro esporte interessante é o ciclismo. Afinal, um dos primeiros brinquedos que a criança ganha é o conhecido velotrol e/ou triciclo e, mais tarde, uma bicicleta. O ciclismo desenvolve a auto confiança, a auto estima e a superação. “Papais e mamães sofrem com as quedas, mas é com elas que os pequenos irão aprender a cair e levantar e não desistir, recomeçando e tentando novamente”, lembra a professora de Educação Física.

Além desses, a gama de esportes e atividade para crianças é grande, como balé, lutas, natação, o atual treinamento funcional, ginástica etc. O mais importante é que sempre haja um clima de ludicidade, que a criança seja elogiada, encorajada a se superar e a não desistir. Tudo isso os pais vão perceber no professor que vai ministrar os treinos e/ou atividades. E que os pais lembrem-se sempre de verificar se o instrutor é um professor de Educação Física formado, registrado no CREF. Vale ressaltar que os pais devem deixar de lado o ego e orgulho e apoiarem os filhos nos momentos de não sucesso em algum esporte ou atividade. O trabalho com crianças deve ser feito visando melhor desenvolvimento físico e psicológico. Esportes feitos em grupo são muito bons para promover a socialização, o respeito ao outro, o senso de coletividade.

Para as mamães corujas que não querem largar seus pequenos em momento algum, já existem aulas de dança, yoga e pilates feitas em conjunto com os bebês, além da já citada natação. Essas aulas ajudam as mães a voltar à antiga forma e ainda criam momentos de proximidade e conexão entre elas e os pequenos.

Mas se para os menores é mais fácil escolher o que devem ou não fazer, para as crianças maiores, já com “opinião própria”, é preciso atenção redobrada ao esporte que querem seguir. Afinal, modismos estão por toda parte, mas nem sempre são ideais para as crianças. Um dos esportes mais pedidos entre os maiores é a musculação. E ela também divide opiniões. “Existem mitos relacionados à musculação, assim como à ginástica olímpica – como afirmar que atrapalham o crescimento e desenvolvimento infantil – que já caíram por terra. A musculação pode ser iniciada aos nove anos de idade. Se bem orientada, por professor de Educação Física, formado e que saiba trabalhar com crianças, a musculação é uma ótima atividade, desde que as sobrecargas sejam adequadas, bem como os exercícios propostos. A musculação bem orientada oferece benefícios no desenvolvimento geral da criança, como coordenação e desenvolvimento neuro-motor; aumento da mineralização óssea; aumento da concentração, auto estima e auto imagem positiva; melhora da flexibilidade, força e agilidade. O treinamento de força para crianças e adolescentes é consistentemente recomendado por diversas instituições altamente conceituadas, como a American Council on Exercise (ACE), American College of Sports Medicine,(ACSM), American Academy of Pediatrics (AAP) e National Strength Conditioning Association (NSCA).”, ressalta Tatiana.

Vale lembrar que uma vez escolhida qualquer modalidade, esta não deve ser praticada todos os dias.Assim como para os adultos, o excesso de atividades é prejudicial também para as crianças. Se a criança deseja fazer mais de uma atividade, que seja em dias alternados. Além disso, normalmente, as atividades possuem duração de 30 minutos a uma hora de duração.

Incentivar crianças a praticar esportes e associar a isso uma alimentação saudável é fundamental para o bem-estar do seu filho. Mas uma dica: para que ele seja feliz, é preciso que a escolha parta dele, respeitando seus limites e interesses.

 

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Priscila Correia

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