Aventuras Maternas

O melhor legado das Olimpíadas: o resgate do otimismo do brasileiro!

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Procuro jogar o Jogo do Contente, ao estilo Polyana sempre, mas estava bem difícil até bem pouco tempo. Estávamos vivendo tempos cinzas e amargos não só na política e na economia, mas também nos esportes. Aqueles 7×1 engasgados, nenhum herói nacional carismático para nossos filhos tomarem como exemplo, pequenas e grandes tragédias aqui e ali, doenças que pareciam pertencer apenas ao nosso país.
De repente, as ruas foram tomadas de verde e amarelo e os filhos da nossa geração começaram a conhecer os motivos que antes nos deixavam tão orgulhosos de ser brasileiros.
O Museu do Amanhã começou há um tempo a gerar comoção entre os turistas locais, mas sem deixar o pessimismo de lado, diante do lixo que se destacava do lado de fora. Depois veio o Boulevard Olímpico que tirou a população refugiada de seus lares, deixando-a animada e reapaixonada pelo nosso Centro e Porto esquecidos e abandonados ao descaso não só pela política, mas pelo nosso próprio desinteresse em percorrer aquelas ruas de clássica beleza.
Veio também a abertura dos jogos, rica, ecológica, sustentável, emocionante, calorosa, digna da diversidade e emoção que nos define.
E aí chegou uma primeira medalha num tiro inesperado, uma segunda medalha do povo para o povo, repleta de orgulho, dedicação, suor, lágrimas no golpe certeiro da Rafa. Outras no judô, no boxe, na vela, na canoagem e a certeza de que a fé e a perseverança são nosso grande diferencial em relação ao resto do mundo, como no auge conquistado pelo Diego Hypolito, e pelo jovem atleta do salto com vara, Thiago Braz. Um misto de torcida, força de vontade e capacidade literal de superar obstáculos.
E como se não bastasse cada vitória conquistada na base da superação de limites, foi na vergonhosa mentira mundial dos nadadores americanos, que resgatamos o amor pela nossa bandeira, a vontade de bater no peito e dizer “sou brasileiro” e a certeza de que somos uma família e até podemos falar mal da nossa casa, mas ninguém mais pode, muito menos levianamente.
Temos capacidade, temos força, temos fé e motivos de sobra para dizer para nossos filhos que somos brasileiros e podemos nos ufanar de nosso país, porque o nosso povo é corajoso e forte junto e é nessa mesma energia que podemos mudar e mostrar para o mundo o que é preciso fazer para melhorar o planeta.
Nossas crianças têm fome por mudanças e têm total capacidade de tornar esse mundo um local melhor. Temos a maior reserva florestal do mundo, maior floresta tropical do mundo, maior reserva de água doce do planeta, uma fauna exuberante e muito vontade de vencer.
E agora também somos o campeão olímpico de futebol e contra a Alemanha, nos pênaltis, para lavar a alma para termos certeza de que no mundo tudo que é ruim num dia, pode ser ótimo logo em seguida! E podemos fazer nossos filhos entenderem porque ainda somos o país do futebol, porque além de termos Marta, Neymar e companhia, temos uma capacidade especial de superação!
Agora é orar, vigiar e acreditar!!!!

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Priscila Correia

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