Aventuras Maternas

Para um melhor período de amamentação

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Para a maioria das mulheres, o desejo de ser mãe cresce com o sonho de amamentar pela primeira vez. O que nem todas as futuras e recém-mamães sabem é que, muitas vezes, essa não é uma tarefa fácil. Desvendar os mitos e apresentar os desafios da amamentação faz parte do encontro “Coisas de mãe: Tudo Sobre Amamentação”, promovido pela loja de decoração infantil Projeto de Gente e a enfermeira Carmem Muniz, especialista em banco de leite humano pelo Instituto Fernandes Figueira/FIOCRUZ, que acontece neste sábado, 22 de julho, a partir das 10h.

A seguir, 10 dicas para uma amamentação mais tranquila desde o primeiro dia de vida.

  1. Amamente na primeira hora: O contato pele a pele precoce entre mãe e filho e a amamentação na primeira hora de vida do bebê representam importantes estratégias para a promoção do Aleitamento Materno (AM). O contato pele a pele precoce também é fundamental para o estabelecimento do vínculo mãe-filho, reduzindo o choro e o estresse do recém-nascido, mantendo-o aquecido pela transmissão do calor de sua mãe, além de estar relacionado com o aumento da duração da amamentação e do aleitamento materno exclusivo;
  1. Evite a separação da mãe e do bebê, como, por exemplo, deixar o bebê no berçário. O binômio (mãe-filho) deve ficar em alojamento conjunto para que a mãe possa amamenta-lo sob livre demanda;
  1. Saiba sobre amamentação exclusiva e em livre demanda, e sobre a importância do colostro nos primeiros dias. O leite materno nos primeiros dias é chamado colostro, que contém mais proteínas e menos gorduras do que o leite maduro, ou seja, o leite secretado a partir do sétimo ao décimo dia pós-parto;
  1. Ofereça uma mama de cada vez: a concentração de gordura no leite aumenta no decorrer de uma mamada. Assim, o leite do final da mamada (chamado leite posterior) é mais rico em energia (calorias) e sacia melhor a criança. Daí a importância de a criança esvaziar bem a mama;
  1. Perceba sobre a pega e o posicionamento adequado: a técnica de amamentação, ou seja, a maneira como a dupla mãe/bebê se posiciona para amamentar/mamar e a pega/sucção do bebê são muito importantes para que o bebê consiga retirar, de maneira eficiente, o leite da mama e também para não machucar os mamilos;
  1. Aprenda sobre a importância da massagem e da ordenha de alivio para manter a auréola macia e garantir uma pega adequada;
  1. Saiba como é o comportamento normal do bebê: a interação entre a mãe e o bebê nos primeiros dias é muito importante para o sucesso da amamentação e uma futura relação harmônica. A mãe deve ser orientada a responder prontamente às necessidades do seu bebê, não temendo que isso vá deixá-lo “manhoso” ou “superdependente” mais tarde. Carinho, proteção e pronto atendimento das necessidades do bebê só tendem a aumentar a sua confiança, favorecendo a sua independência em tempo apropriado;
  1. Evite o uso de chupetas e mamadeiras: a mamadeira, além de ser uma importante fonte de contaminação, pode influenciar negativamente a amamentação. Observa-se que algumas crianças, depois de experimentarem a mamadeira, passam a apresentar dificuldade quando vão mamar no peito. Alguns autores denominam essa dificuldade de “confusão de bicos”, gerada pela diferença marcante entre a maneira de sugar na mama e na mamadeira. Nesses casos, é comum o bebê começar a mamar no peito, porém, após alguns segundos, largar a mama e chorar;
  1. Evite amamentar o bebê com muitas roupas para o bebê não dormir antes de terminar a mamada;
  1. Procure um profissional capacitado e treinado para realizar o aconselhamento em amamentação: aconselhar não significa dizer à mulher o que ela deve fazer; significa ajudá-la a tomar decisões, após ouvi-la, entendê-la e dialogar com ela sobre os prós e contras das opções. No aconselhamento, é importante que as mulheres sintam que o profissional se interessa pelo bem-estar delas e de seus filhos para que elas adquiram confiança e se sintam apoiadas e acolhidas. Em outras palavras, o aconselhamento, por meio do diálogo, ajuda a mulher a tomar decisões, além de desenvolver sua confiança no profissional.

 

 

 

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Priscila Correia

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