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Diabetes Gestacional: tudo que precisamos saber!

diabetes-gestacionalSabe aquela materinha completa com tudo que precisamos saber sobre diabetes gestacional?  A doença aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina – hormônio produzido pelo pâncreas – em quantidade suficiente e age de forma silenciosa, podendo causar sério prejuízos para a mãe e o bebê. E a insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue possa penetrar nas células para ser utilizado como fonte de energia. Na falta do hormônio ou se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue. Ao gerar um filho, o corpo também precisa produzir insulina extra para atender às necessidades da criança, principalmente da metade da gravidez em diante. E aí que surge o problema!

“Se o corpo da mulher não for capaz de fazer isso, acaba desenvolvendo o diabete gestacional. O nível de açúcar no sangue ainda pode subir devido às mudanças hormonais que acontecem durante a gravidez, que interferem na ação da insulina”, afirma o ginecologista e obstetra Alberto D’Auria, diretor médico da Cryopraxis, maior banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical do Brasil.

Qualquer mulher pode desenvolver a doença, mas alguns fatores de risco contribuem para o aparecimento do diabete gestacional. Entre eles, ter idade superior a 25 anos e histórico familiar de diabete. Excesso de peso antes da gravidez ou grande ganho de peso durante a gestação também podem influenciar. Se a mulher teve diabete na gestação anterior, a propensão também será maior.

“No caso de a mulher ter tido um bebê com mais de 4 kg na gravidez passada ou gestação com bebê natimorto inexplicável também aumentam as chances. Além disso, uma condição chamada de polidrâmio, que é o aumento do líquido amniótico, também pode ser uma complicação do diabete gestacional”, explica D’Auria.

Nas primeiras consultas do pré-natal, a mulher será submetida a um exame de sangue em que será feita a medição da glicemia de jejum. Chegando na 25º semana, o médico pode pedir novos exames, como curva glicêmica e hemoglobina glicada. No teste de tolerância à glicose, a grávida toma um líquido doce e, depois de duas horas, seu sangue é novamente coletado para dosar a glicemia. Se o índice estiver acima do normal, o diabete pode ser diagnosticado.

O diabete gestacional pode passar despercebido se o obstetra não investigar sinais e sintomas. Os mais comuns são excesso de fome e sede, ganho de peso, vontade constante de urinar, infecção urinária, cansaço extremo, visão turva e inchaço nas pernas e nos pés.

D’Auria ressalta que a doença geralmente desaparece após o parto, mas a mulher que teve diabete gestacional apresenta maior risco de desenvolver o diabete tipo 2. “A pessoa que sofre com essa doença pode ter uma resistência aos efeitos da insulina ou não produz insulina suficiente para manter um nível de glicose normal. Por isso, é necessário manter os cuidados e o acompanhamento médico mesmo depois do nascimento do bebê”, frisa o médico.

Comer determinados tipos de alimentos em porções saudáveis é uma das melhores maneiras de controlar o açúcar no sangue e evitar o ganho de peso. Como o corpo da mulher tem um grande trabalho para fazer o bebê crescer, também não é aconselhável perder peso. “Uma dieta saudável inclui frutas, legumes e grãos integrais. É ideal consultar um nutricionista ou endocrinologista para criar uma dieta adequada ao seu peso atual, nível de açúcar, preferências alimentares e até o orçamento. Exercício físico moderado também é recomendado”, destaca D’Auria.

A atividade física regular é essencial para o bem-estar antes, durante e após a gravidez, já que reduz o nível de açúcar no sangue, estimulando o corpo a mover a glicose para as células, onde é utilizada para produzir energia. O exercício também aumenta a sensibilidade das células à insulina. Desta forma, o corpo precisa produzir menos insulina para transportar açúcar.

O diabete gestacional que não é cuidado pode levar a algumas complicações para a saúde da mãe e do bebê. O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais e seja necessário um parto cesáreo. Outros problemas como nascimento de bebê prematuro e síndrome do desconforto respiratório também podem surgir. A mãe ainda corre o risco de desenvolver pressão alta e pré-eclâmpsia.

“O maior risco de diabete gestacional não tratado é a possibilidade de levar à morte da criança antes ou após o nascimento”, avalia o médico. “No caso de mulheres que já eram diabéticas antes de engravidar, é necessário fazer um acompanhamento de perto. Se os níveis glicêmicos estiverem controlados, diminuem as chances de haver problemas para o bebê e a mãe.”

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Priscila Correia

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