Aventuras Maternas

Devo contar ao meu filho a ‘verdade’ sobre o Papai Noel?

O Natal é uma época encantadora, principalmente para as crianças, que acreditam em toda a magia deste momento. Um velhinho de barba branca que traz presentes e que preza pelo bom comportamento, essa é a imagem que a maioria das crianças apresenta sobre o Papai Noel. Porém, a dúvida de muitos pais é se esta fantasia vivida pelas crianças, que é sempre bastante estimulada pelos adultos, é considerada adequada, já que são contadas histórias fora da realidade.

De acordo com a psicóloga infantil e familiar Carol Braga, histórias fantasiosas, como a do Papai Noel, Fada dos Dentes, Coelho da Páscoa etc, são uma parte importante a ser vivida na infância. Segundo ela, a fantasia infantil é uma das situações mais ricas para os pequenos e não se limita somente sobre a questão do entretenimento. Entre os benefícios dessas histórias e personagens, estão a estimulação da criatividade; o desenvolvimento de habilidades linguísticas, motoras e psicológicas; a contribuição para a fluidez na manifestação de sentimentos; o incentivo ao aprendizado de novos conceitos; o encorajamento para a criança lidar com seus próprios medos.  Além disso, mesmo que pareça contraditório, é também essencial para a compreensão da realidade – o mundo do faz de conta permite que a criança construa seu senso de realidade, pois faz com que sejam estabelecidos contrapontos e questionamentos.

Outra dúvida que permeia a cabeças de mães e pais é sobre quando e como contar a verdade para os filhos. “Este é um questionamento muito frequente, e o ideal é que os pais apresentem a realidade quando os filhos perguntarem ou demonstrarem que já sabem ‘a verdade’, tornando este processo o mais natural possível”, esclarece a psicóloga. “Sempre alerto os pais a observarem se o mundo do faz de conta se confunde com o mundo real. Caso isso aconteça, o auxílio psicológico infantil torna-se essencial, pois o normal é que as crianças naturalmente distingam estas duas situações em um processo espontâneo de descoberta” destaca Carol.

Informações: Assessoria de Imprensa

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Priscila Correia

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