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Tempo seco e frio: saiba como fazer a limpeza do nariz

O tempo seco traz diversos incômodos, principalmente às pessoas alérgicas, que têm o quadro de rinite piorado e aumento da secreção nasal. O nariz tem a função de aquecimento e de umidificar o ar que respiramos, para que chegue no pulmão quente e úmido. 

 

A médica Alexandra Sayuri Watanabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), explica que no outono e inverno, quando o ar fica frio e seco, se a parte respiratória alta não funcionar corretamente, o ar chegará frio e com baixa umidade no pulmão. Desta forma, os brônquios podem responder a esse estímulo fazendo broncoconstrição e desencadeando sintomas e as crises alérgicas. 

 

Tipos de Alergias

 

Nas alergias respiratórias, há o desenvolvimento de anticorpos específicos contra determinados alérgenos, que podem ser ácaros da poeira, epitélio ou descamação da pele de gato e de cachorro, alérgenos da barata, de polens e de fungos (mofos).

 

“Geralmente, há a tendência do que chamamos de ‘marcha atópica’: o bebê começa com dermatite atópica (alergias na pele); depois dos 2 anos pode ter asma, que melhora geralmente na adolescência; e após os 5 anos de idade pode ter rinite alérgica, que geralmente fica para a idade adulta. Mas não é uma regra absoluta, podem ter pessoas desenvolvendo alergias respiratórias em qualquer idade da vida e podem ter alergias persistentes também”, explica a especialista.

 

Moradores de grandes cidades estão mais suscetíveis ao desenvolvimento das alergias, pois, além da genética, há fatores do ambiente envolvidos, principalmente os irritativos, como a poluição. 

 

As alergias respiratórias envolvem desenvolvimento dos sintomas de acordo com o contato os alérgenos (mencionados acima): 

 

Asma alérgica – crises de tosse seca, chiado, falta de ar, cansaço ou aperto no peito. 

 

Rinite alérgica – coceira no nariz, entupimento nasal, coriza e espirros frequentes, parecendo uma que sempre está gripada.

 

Rinoconjuntivite alérgica – além dos sintomas nasais, somam-se sintomas oculares: vermelhidão, lacrimejamento, inchaço e coceira nos olhos.

 

“A higienização nasal é uma forma de ajudar a melhorar os sintomas, porque retira o contato dos alérgenos com a mucosa, umidifica o local e diminui a viscosidade do muco nasal”, conta a médica da ASBAI. 

 

Como fazer a higienização

 

A higienização deve ser feita com solução salina por:

 

Pressão positiva: colocar soro fisiológico dentro de seringas, por exemplo. 

 

Pressão negativa: colocar soro fisiológico na mão e “aspirar” esse soro com uma das narinas, tampando a outra com o dedo.

 

Com uso de dispositivos com solução salina dentro, sendo comprados em drogarias.

 

A higienização deve ser diária, geralmente duas vezes ao dia, mesmo sem apresentar sintomas. 

 

Em crianças, a higienização deve ser feita com alguns cuidados:

 

Pressão positiva: cuidado com volume administrado na seringa em bebês e crianças menores para não engasgar com o líquido.

 

Pressão negativa: geralmente nas crianças menores não é recomendado pela dificuldade em fazer.

 

Uso de dispositivos/aplicadores: avaliar o bico do dispositivo de acordo com tamanho do nariz da criança e o volume administrado. 

 

Sayuri explica que, geralmente, os sprays nasais contêm corticoides inalatórios. “São prescritos após uma avaliação médica, em casos com sintomas persistentes ou diários. Por serem de aplicação tópica, com veiculação da droga em microgramas, a chance de ocorrer efeitos adversos é menor, porém podem ser absorvidos pela mucosa e resultar em efeitos sistêmicos, mas a ocorrência deles depende da dose e da formulação que está sendo usada”, ressalta.  

 

Informações: Assessoria de Imprensa

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Priscila Correia

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