Aventuras Maternas

Crianças são as que mais sofrem com dermatite atópica

Cerca de 20% das crianças e 3% dos adultos são afetados pela dermatite atópica (DA), doença que tem origem genética e é considerada crônica. As principais características são pele seca e coceira intensa, que muitas vezes resulta em feridas. É mais comum na infância e cerca de 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida.

No bebê, as lesões predominam na face (bochechas), pescoço, couro cabeludo e, ocasionalmente, no resto do corpo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos, a DA atinge as dobras dos braços e pernas, face (em pálpebras) e pescoço. A doença assume forma leve em 80% das crianças acometidas e em 70% dos casos há melhora gradual até o final da infância.

O que acontece com a pele? DA se caracteriza por um processo inflamatório da pele com períodos alternados de melhora e piora. Os intervalos podem ser de meses ou anos entre uma crise e outra, mas alguns pacientes mantêm doença crônica contínua. Não é contagiosa e está associada à asma e rinite. Além de ter um fator hereditário, que determina a secura da pele, a DA pode ter vários desencadeantes como alimentos, aeroalérgenos (ácaros, fungos, epitélio de animais), perfumes e suor. Os aspectos emocionais desempenham um importante papel, tanto funcionando como fator desencadeante como agravante, tendo papel fundamental na auto-recrusão dos pacientes. “Por apresentar menor produção de gorduras naturais, a pele fica mais áspera, o que provoca coceira e feridas, facilitando infecção por bactérias e fungos”, explica Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Estudos mostram que metade das pessoas adultas com DA nas formas mais severas sofre com ansiedade ou depressão e 55% apresentam problemas para dormir, muitos por causa da coceira. O tratamento é baseado no controle da doença e o alívio dos sintomas. A necessidade de medicamentos varia para cada pessoa, seja criança ou adulto, de acordo com o tipo e intensidade das lesões na pele. “Um banho por dia (não mais), rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são de fundamental importância para manter e refazer a barreira cutânea. Medicamentos como antibióticos e corticoesteróides podem ser utilizados dependendo da gravidade da doença. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, poder ser recomendada em alguns casos, a critério do médico especialista em Alergia. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas”, explica Márcia. Novos medicamentos veem sendo estudados, alguns já liberados fora do Brasil, que promoverão uma melhor abordagem do paciente com DA de moderada a grave, mas com provável alto custo.

Outras dicas que podem auxiliar o tratamento:
– Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise.
– Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica.
– Usar roupas leves. Evitar roupas apertadas e de cor escura no verão. Preferir tecidos de algodão e malhas. Evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.
– Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Usar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

Informações: Assessoria de Imprensa

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Priscila Correia

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