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Entenda a diferença entre as vacinas de H1N1

Crianças de 6 meses a 5 anos, grávidas e pacientes renais crônicos devem ser os primeiros a receberem a vacina contra H1N1 no Rio de Janeiro. E como já foi amplamente noticiado, a Secretaria de Estado de Saúde irá antecipar a vacinação para esses grupos, que começarão a ser imunizados no dia 25 de abril, cinco dias antes do início oficial da campanha nacional.

Mesmo com a antecipação da data da vacinação na rede pública muitas mães preferem vacinar seus filhos em clínicas particulares. Entenda qual é a diferença!

A vacina contra a gripe protege contra a influenza A, incluindo a prevenção contra a cepa H1N1, e a influenza B. Mas, dentro dessa característica em comum, pode haver variações.

A opção oferecida pelo SUS nos postos de saúde e centros de vacinação é a trivalente. Ela leva esse nome por conter a imunização necessária contra três cepas:

  • Cepa da gripe H1N1, um tipo de Influenza A;
  • Cepa da gripe H3N2, um tipo de influenza A;
  • Cepa Victoria, um tipo de Influenza B.

Já as clínicas particulares costumam oferecer, além da vacina trivalente, a vacina tetravalente. Ela leva esse nome porque contém prevenção contra quatro tipos de cepa:

  • Cepa da gripe H1N1, um tipo de Influenza A;
  • Cepa da gripe H3N2, um tipo de influenza A;
  • Cepa Victoria, um tipo de Influenza B;
  • Cepa Yamagata, um tipo de Influenza B.

Coordenadora do setor de vacinas do Hermes Pardini, Marilene Lucinda afirma que na composição da vacina trivalente de 2016 consta a proteção para dois subtipos do vírus Influenza A, o H1N1 California e o H3N2 Hong Kong, e um subtipo da Influenza B, o Brisbane. A tetravalente, só encontrada na rede privada, oferece a proteção a mais para outro subtipo do vírus Influenza B, o Victoria. A presidente da Sbim, Isabella Ballalai, afirma que 80% dos casos de gripe que ocorrem no Brasil são do tipo Influenza A e 20% do Influenza B. “Os vírus da Influenza A e B são da mesma ordem de gravidade quando acometem indivíduos de grupo de risco. A diferença é a facilidade da Influenza A causar pandemia porque o vírus se modifica com uma velocidade maior. No caso da Influenza B, os surtos são mais localizados”, explica.

Crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças que comprometam a imunidade podem desenvolver sintomas mais graves, como falta de ar. Em casos extremos, o quadro pode evoluir para pneumonia, tuberculose e até meningite.

Isso não quer dizer que o vírus seja mais agressivo do que outros tipos de Influenza, ressalta o infectologista Esper Kallas. Todos podem levar a complicações. Só que, por ter sido identificado há pouco tempo, muita gente não tem resistência ao H1N1.

         

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Priscila Correia

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