Aventuras Maternas

Mielomeningocele e a cirurgia intrauterina

 

Crédito: Assessoria Perinatal

Quando Aline Franciele, moradora de Jacarezinho, no Paraná, descobriu na 18ª semana de gestação que seu bebê, a Helô, tinha mielomeningocele, ela decidiu se aprofundar no tema e procurar aconselhamento. Ela nunca tinha ouvido falar nessa patologia e correr atrás de informações sobre o assunto foi fundamental para que pudesse oferecer uma vida normal a filha. Helô possuía uma malformação congênita causada pelo fechamento incompleto da coluna, o que faria com que ficassem expostas as meninges, ou seja, as membranas da espinha.

Grávida e com a notícia que sua filha poderia desenvolver deficiência motora ou hidrocefalia, Aline optou viajar para o Rio de Janeiro e realizar a cirurgia fetal. O procedimento foi executado pela médica Denise Araújo Lapa, pesquisadora e responsável pelo desenvolvimento da técnica de cirurgia intrauterina para ‘mielo’ sem a necessidade de abrir a barriga da gestante, e pelo médico Renato Sá, obstetra e coordenador geral do Centro de Diagnóstico da Perinatal. Segundo ele, a cirurgia intrauterina é uma boa opção nesses casos, pois faz com que o bebê tenha uma recuperação motora 50% melhor do que o tratamento pós-natal, e reduz  a necessidade de colocar uma válvula pra diminuir a hidrocefalia. “Esse defeito ocorre durante o desenvolvimento do embrião quando o tubo neural não se fecha de maneira completa, mas o uso do ácido fólico, na dose correta, no período periconcepcional, pode colaborar na prevenção”, explica. O problema pode estar associado, também, a fatores familiares e genéticos.

A intervenção, que antes era feita a “céu aberto”, ou seja, com uma incisão no abdômen da mãe semelhante a uma cesariana, atualmente é realizada pela Perinatal por fetoscopia (pequenos “furos” no abdome da mãe), o que torna o procedimento mais seguro, rápido e barato do que as outras abordagens disponíveis. No caso da Helô, a cirurgia foi feita em junho de 2016 e, depois de dois dias, a bolsa amniótica rompeu, fazendo com que Aline entrasse em trabalho de parto. O bebê nasceu saudável, mas foi necessário que ficasse 28 dias na UTI Neonatal para adquirir mais peso. “Hoje, vejo minha filha engatinhando, se movimentando, fazendo tudo que uma criança da idade dela faz e sinto que fiz a coisa certa”, finaliza.

Referência em Cirurgia Fetal e Neonatal, o Grupo Perinatal inaugurou há um ano o Centro de Cirurgia Fetal e Neonatal (CCFN), serviço pioneiro considerado referência no segmento de Perinatologia. O projeto foi criado a partir da integração das expertises em Medicina Fetal, Cirurgia Neonatal e UTI Neonatal, com o objetivo de oferecer um ciclo completo de assistência fetal e neonatal, reforçando o compromisso do hospital no atendimento integral para gestantes e bebês.

Para o diretor médico José Maria Lopes, esse primeiro ano do CCFN foi um passo enorme para o futuro da medicina de alta complexidade no Brasil. “Para a Perinatal, que foi fundada por neonatologistas, esse projeto representa a consolidação de sua vocação”, completa.

Fonte: Assessoria de Imprensa Perinatal

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Priscila Correia

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