Aventuras Maternas

Batidas de cabeça: como agir nessas horas?

Imagem: Pinterest

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Sabe quando a torrada cai no chão sempre do lado onde está a margarina ou a geleia? Acredito realmente que exista um ímã entre o recheio e o chão assim como existe um ímã entre a cabeça das crianças e portas, quinas ou qualquer outra superfície sólida que possa machucá-los.

Pelo menos com o Theo, já tive no mínimo uns 10 episódios de batidas na testa ou no cocuruto em três anos. Mas felizmente, apesar de alguns galos raramente ele chora ou me deixa realmente preocupada. Parece que eu sinto muito mais dor do que ele todas as vezes.

Mas da última vez foi diferente. Ele está naquela fase que se acha super independente e que pode sair correndo por aí. Numa dessas, ele se desequilibrou e bateu a lateral da cabeça, um pouco acima da orelha com força e começou a chorar e tremer instantaneamente, com lágrimas grossas e de desespero. Como se não bastasse quando passei a mão no local do machucado meus dedos ficaram manchados de sangue. Fiquei meio que em choque sem saber o que fazer. Corri para um café em frente e pedi gelo, quando na verdade meu coração pedia por uma ambulância não sei se para mim ou para ele, mas os gritos fizeram as pessoas pararem ao nosso redor também desesperadas me dizendo para correr para um hospital, antes mesmo de eu avaliar se ele conseguia falar ou interagir de algum modo comigo.

Como estava no Shopping Cittá América, na Barra da Tijuca, uma das pessoas me indicou que eu procurasse o posto médico que ficava ali mesmo no subsolo logo abaixo de onde houve o incidente. Desci com ele ainda chorando e ele foi prontamente atendido pela plantonista.

Enquanto ele se acalmava com a sensação anestesiante do gelo na cabeça, ela perguntava o nome dele, idade e outras informações simples para avaliar a capacidade cognitiva dele naquele momento, assim como avaliou as pupilas e reflexos dele. Ao final dos exames, ela me disse que o corte era apenas superficial e ele ficaria com um galo por alguns dias, mas não era necessário nada além do que observá-lo pelas próximas horas.

Antes de nos liberar, ela fez questão de dar algumas dicas de como devemos proceder com as batidas de cabeça das crianças e quando cheguei em casa procurei me aprofundar mais para saber como agir das próximas vezes, porque cedo ou tarde esses pequenos acidentes sempre acontece. Vamos às dicas:

– O sintoma mais importante é o vômito. Se vomitar nas primeiras 24 horas depois do acidente, os pais devem levar a criança para o hospital, uma vez que isso pode ser uma manifestação de complicações como fratura, sangramento e elevação da pressão intracraniana.

  • Criança que bate a cabeça, em geral, chora muito e depois sente sono. Como a sonolência pode ser um sinal de que tenham ocorrido lesões mais graves, o ideal é manter a criança acordada. Mas se o acidente acontecer próximo a hora da soneca? O importante é observar a criança. Se o sono for tranquilo não há motivo para acordá-la, mas se houver qualquer indício diferente do padrão, vale despertá-la e fazer perguntas básicas para testar sua cognição. Mas se for de dia e a criança dormir mais de 2 horas, realmente é bom acordá-la para avaliar. E se não responder a estímulos, não acordar de forma alguma, estiver mais endurecida (hipertônica) e os olhos parecerem ausentes é necessário que seja levada imediatamente para o hospital.

– Se a criança desmaiar. Caso você ache que ela não está respirando, grite por ajuda e faça manobras de ressuscitação imediatamente. Se estiver sozinha com a criança, primeiro faça a ressuscitação nela por dois minutos e só depois telefone pedindo ajuda.

  • Apalpe o  crânio. Se houver uma área “fofa” no osso, especialmente dos lados da cabeça (acima ou atrás da orelha); presença de sangue no branco dos olhos ou saída de sangue ou de um líquido cor-de-rosa pelo nariz ou pelas orelhas.

– Observe as pupilas (as bolinhas pretas do olho). Se estiverem desiguais é necessário procurar o hospital.

– Outros detalhes importantes para avaliar: jeito estranho de andar, fraqueza ou confusão mental, dificuldade de falar, enxergar ou se mexer normalmente, grito ou choro depois de meia hora, por mais que você tente acalmá-la.

                        

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Priscila Correia

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