Aventuras Maternas

Fotógrafo registra bebês debaixo d’água para alertar sobre afogamento

seth carteelQuem nunca ouviu ou leu uma história terrível da criança que se afogou na piscina, porque a mãe pensava que ela estava com o pai, o pai pensava que estava com a avó e avó pensava que estava com a mãe? Essas histórias se repetem, porque basta um único segundo de distração para um acidente assim acontecer e provocar um transtorno familiar, mesmo depois que o pequeno se recupera.

Tanto é comum acontecer, que de acordo com a ONG Criança Segura, afogamentos representam a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 14 anos, perdendo apenas para o trânsito. Hoje são 1100 óbitos anualmente, principalmente em crianças de 1 e 4 anos.

Nos Estados Unidos também é assim, como no restante do mundo, que soma 372 mil óbitos. E a Organização Mundial de Saúde alerta que esta se trata de uma das maiores causas de morte evitável no mundo. Foi alarmado por esses dados, que o fotógrafo americano Seth Casteel registrou bebês debaixo d´água em uma série que se transformou no livro ‘Underwater Babies’, Bebês Submarinos, que acaba de chegar ao Brasil, lançado pela editora Intrínseca. As imagens que correm o mundo querem alertar sobre o risco de afogamento de crianças.

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As imagens de Seth Casteel foram registradas em escolas de natação com o acompanhamento dos pais e professores. Com acessórios coloridos, os pequenos nadadores estão ali para lembrar da necessidade de supervisão constante quando o assunto é água. As férias de julho estão aí, mas segundo a organização não-governamental ‘Criança Segura’ os perigos não estão apenas nas águas abertas como o mar ou rio. “Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim, elas podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes, banheiras e vasos sanitários”, alerta a ONG.

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Abaixo, seguem alguns cuidados que a ONG Criança Segura sugere para manter o cuidado com as crianças:

• Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;

• Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças;

• Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada;

• Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;

• Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;

• Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

• Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;

• Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;

• Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água;

• Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e quando estiver praticando esportes aquáticos;

• Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;

• Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;

• No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente;

• O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros;

• Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193).

Ensine a criança:

• Sempre nadar com um companheiro. Nadar sozinho é muito perigoso;

• Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas;

• Não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando;

• Saber ligar para um número de emergência e passar as informações de localização e do que está acontecendo em caso de perigo.

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Priscila Correia

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