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Volta às aulas: pediatra lista razões para considerar a prática não segura

O Ministério da Educação (MEC) anunciou as diretrizes para a volta às aulas presenciais. Uso de máscaras, estímulo a reuniões online, distanciamento social e afastamento de profissionais do grupo de risco estão entre as medidas. No entanto, ainda não há data definida para o retorno das aulas presenciais em todo o país.

Para a pediatra Patrícia Rezende, do grupo Prontobaby, é de extrema importância que escolas e creches se preocupem com toda a infraestrutura para evitar o contágio.

“A instituição deve oferecer diversos locais para higienização das mãos, água, sabão, álcool em gel e higienizar frequentemente os recintos e superfícies. Além disso, é essencial propiciar ambientes arejados, com aberturas de janelas para evitar a disseminação do vírus”, recomenda.

Para os pais que estão preocupados com a volta às aulas, a pediatra dá algumas dicas a seguir. Confira:

Pais que não têm a opção de deixar os filhos em casa devem tomar que cuidados essenciais ao mandar o filho para a escola?

É importante lavar a roupa da criança todos os dias, tirar os sapatos antes de entrar em casa, mandar a merenda de casa para evitar que a comida seja manuseada por outra pessoa. Devemos orientar nossos filhos para levarem também a sua própria garrafa de água, utilizando os bebedouros comuns apenas para enchê-las novamente. Crianças e profissionais da educação, se doentes, não devem frequentar a escola. Além disso, cabe à escola evitar aglomerações na entrada e saída de alunos ou intervalos, criando horários alternativos para as turmas. Em um primeiro momento, o número de alunos por sala, sempre que possível, deve ser reduzido, e os alunos podem ser divididos em grupos que se alternem entre a atividade presencial e à distância, de acordo com as disciplinas curriculares. Jogos, competições, festas, reuniões, comemorações e atividades que envolvam coletividade devem ser temporariamente suspensos.

Por serem mais independentes, crianças maiores têm consciência sobre a importância da higienização das mãos e do distanciamento. No caso de pais com crianças ainda na creche, o que fazer?

Para bebês, a situação é mais difícil.É muito difícil evitar que crianças pequenas não troquem de brinquedos, por exemplo. Bebês de até dois anos não devem usar máscaras, mas podem fazer uso da face shield. Ele ajuda a proteger de partículas respiratórias eliminadas por outras pessoas, porém só isso não é o suficiente. É importante que a instituição mantenha todos os cuidados com a higiene e não deixe que funcionários doentes trabalhem.  

O que as creches podem fazer para manter o distanciamento entre bebês? Isso é possível?

É muito difícil conseguir manter o distanciamento entre crianças pequenas, mais difícil ainda evitar que compartilhem brinquedos ou mesmo copos. Eu sou mãe de duas crianças pequenas, sei que não está sendo fácil, mas aconselho que, se puderem, mães com crianças em creches ainda deixem seus filhos em casa, justamente porque é muito mais difícil evitar esse contato.

É aconselhável a mãe medir a temperatura dos filhos, todos os dias, antes e depois da escola?

Mediar a temperatura dos filhos é uma medida de pouca eficácia, porque a gente sabe que a maior parte dos quadros pode evoluir sem febre. Temos estudos que mostram que febre só está dando em uma minoria dos casos.

Informações: Assessoria de Imprensa.

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Priscila Correia

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