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Anemia, infecções bacterianas: saibas os riscos que os piolhos trazem no verão

Eles são pequenininhos, medem, no máximo, 3mm, mas dão uma dor de cabeça danada. Ou melhor, uma coceira e tanto. Os temidos piolhos, que atormentam pais e crianças, são mais frequentes no verão e podem causar muito mais do que desconforto. A presença prolongada da praga no couro cabeludo pode ser prejudicial à saúde, alerta a pediatra Brunna Santana, do Grupo Prontobaby.

“Ao picar o couro cabeludo, o piolho injeta saliva, cujos componentes podem causar uma reação de hipersensibilidade. Isso leva a uma coceira intensa e pode provocar infecções bacterianas secundárias, como impetigo e o aumento.de gânglios”, diz a médica. Há um risco ainda maior, que muitos pais desconhecem. “O piolho suga pequenas quantidades de sangue. Em casos graves, quando há uma grande infestação ou quando o combate não é adequado, acaba havendo novas infestações que podem levar à anemia “.

Neste caso, não basta caprichar nos elementos ricos em ferro, como brócolis, feijão e bife de fígado. Embora eles possam ajudar, atuam apenas como coadjuvantes no tratamento. A nutricionista Paula Tuffy, do Grupo Prontobaby, diz que é necessário fazer um exame de sangue para detectar a gravidade da anemia. Só com o resultado em mãos o médico poderá recomendar a melhor conduta, que pode incluir o uso de medicação.

A pediatra Brunna Santana também chama a atenção para outro erro que as mães costumam cometer. Na ânsia de dar cabo rapidamente ao problema, muitas acabam apelando para soluções caseiras. O tratamento com maionese, vaselina e margarina, as soluções mais comuns, é desaconselhado. “Além de sua eficácia não ter comprovação científica, eles podem causar irritação local e dermatite de contato”.

Para dar fim à infestação, diz a médica, é preciso ter paciência e usar pente fino para a extração manual dos piolhos.O ideal é realizar o trabalho diariamente, pois o tratamento com remédios — alguns podem ser usados a partir dos 2 meses de idade — não elimina as lêndeas, os ovos postos pelas fêmeas. Eles grudam ao couro cabeludo com a ajuda de uma substância parecida com a cola e só saem se catados um a um. “As medicações existentes não eliminam os ovos e, se as lêndeas não forem retiradas, surgirão novos piolhos e ocorrerá mais uma infestação”, diz Brunna.

A pediatra também lembra que é importante tratar todas as pessoas que tiveram contato direto com o individuo infectado para evitar que se tornem um novo foco transmissor do parasita.

Neste verão, outro fator tem facilitado a proliferação de piolhos. Muitos pais relaxaram no combate ao inseto por acreditarem que o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus é suficiente para deixar os bichinhos afastados da cabeça dos seus filhos. Eles esquecem que, muitas vezes, é difícil evitar que crianças pequenas corram para um abraço. E que a transmissão não ocorre apenas através do contato com um cabelo infectado. Se alguém usar compartilhar objetos contaminados com o piolho, como escova, chapéus e bonés, estará suscetível.

Informações: Assessoria de Imprensa.

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Priscila Correia

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