Aventuras Maternas

Creche e Saúde Infantil: Por que crianças adoecem quando entram na escola?

“Coloquei meu filho na creche e ele adoeceu na mesma semana”, essa frase é comum entre mães quando as crianças iniciam a jornada escolar. Imaturidade imunológica, contato com um novo ambiente e outras crianças e até mesmo estranheza por estar longe dos pais, são fatores que podem deixar crianças mais sensíveis nesse início. Porém, esse movimento é esperado, mas existem formas de reforçar a imunidade e se preparar para a entrada dos pequenos na escola.
 

Natália Costa, Coordenadora Médica do CTI Pediátrico da Rede Hospital Casa, reforça o primeiro passo é o acompanhamento regular com um pediatra, afinal é durante as consultas, que o profissional irá monitorar o crescimento e desenvolvimento da criança, além de realizar exames importantes. Isso possibilita identificar precocemente qualquer problema e tomar as medidas adequadas para garantir a saúde e o bem-estar do pequeno paciente. Mas qual é a regularidade ideal, tem algum protocolo? A doutora Natália Costa explica:
 

“A visita ao pediatra depende da idade e das necessidades especificas de cada criança. No geral, a recomendação é: 3 consultas mensais para bebês de 5 a 30 dias de vida; 1 vez por mês entre 2 e 6 meses de vida; 1 vez a cada 2 meses entre os 7 meses e 2 anos. Já crianças com 2 anos ou mais, o ideal é 1 consulta a cada 3 meses e 1 vez por semestre a partir dos 6 anos. Quando falamos de crianças e adolescentes na fase dos 7 a 18 anos, consultas 1 vez ano são suficientes”, detalha a profissional.
 

Saúde da criança X vida escolar
 

“Também conhecida como ‘síndrome da creche’, este é um período em que a criança inicia a vida escolar e, muitas vezes, fica doente com mais facilidade e adquirem doenças como: gastroenterite, bronquiolite, otite, otite, estomatite entre outras”, diz a profissional citando uma das grandes preocupações dos pais ao optar por colocar o filho na creche. Natália detalha sobre o porquê de isso ocorrer:
 

“Ao nascer, os bebês não têm anticorpos formados e sim os maternos. Durante o desenvolvimento, estes anticorpos caem e as crianças vão ficando mais suscetíveis as doenças infecciosas durante a formação dos seus anticorpos. Além disso, as crianças pequenas apresentam muitos hábitos que facilitam a disseminação de doenças como levar objetos a boca, contato físico direto com outras crianças e falta de prática em lavar as mãos e outros hábitos higiênicos. Elas também são portadoras assintomáticas de muitas doenças, o que facilita a multiplicação delas em locais de aglomeração como as creches”.
 

A médica fala algumas formas de amenizar esse impacto com o início da vida escolar. “Devemos incentivar os hábitos de higiene como lavar as mãos de maneira correta e limpar bem os brinquedos e superfícies. E claro, lembrar dos fatores protetores: aleitamento materno, vacinas em dia, exposição ao sol e uma alimentação equilibrada e nutritiva. E é importante ressaltar que uma criança doente não deve frequentar a creche”.
 

Imunidade e exames em dia

Apesar de ser o desejo de toda a família, não há como impedir o contato externo e a exposição dos pequenos ao mundo. Porém, tem como melhorar a imunidade das crianças. “Se possível, aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e complementar até os 2 anos. Manter a vacinação em dia, uma alimentação nutritiva e de qualidade além de consumir água de forma adequada, praticar atividades físicas e garantir horas adequadas de sono”, diz a doutora Natália que finaliza relembrando os principais exames que precisam ser feitos nas crianças:

“Esse processo começa ao nascer, com os testes de triagem neonatal. O teste do pezinho que deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia de vida (disponível em rede pública e privada), o teste do olhinho, teste da orelhinha e teste do coraçãozinho. Após essa avaliação, em crianças saudáveis entre 9 e 12 meses de vida, recomenda-se a coleta de hemograma para triagem de anemia. Depois repetir aos 2 e 5 anos. A partir dos 9 anos, incluímos a coleta do perfil lipídico, independente de fatores de risco, para avaliar colesterol e triglicerídeos. Entretanto, é importante lembrar que a periodicidade pode ser alterada de acordo com a necessidade individual de cada paciente”.

Informações: Assessoria de Imprensa.

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Priscila Correia

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