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Ansiedade afeta 4 em cada 10 crianças e adolescentes com TEA e pode comprometer aprendizagem e convivência escolar

A ansiedade está entre as condições mais associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Aproximadamente 33% das crianças e adolescentes com TEA apresentam sintomas clinicamente significativos de ansiedade, de acordo com o periódico científico Current Developmental Disorders Reports e até 40% dessa população pode receber o diagnóstico de, pelo menos, um transtorno de ansiedade ao longo da infância e adolescência, percentual superior ao observado entre jovens neurotípicos.

Embora os diagnósticos de autismo tenham aumentado nos últimos anos, ainda há pouco conhecimento sobre os desafios emocionais que podem acompanhar a condição. Segundo Karen Marconato, especialista em Análise do Comportamento Aplicada ao TEA e Coordenadora Regional do Grupo Conduzir, a ansiedade costuma surgir devido a fatores como a necessidade de previsibilidade, dificuldades na compreensão de situações sociais e maior sensibilidade a estímulos do ambiente. 

“Muitas vezes observamos aumento de comportamentos repetitivos, isolamento social, resistência a mudanças, crises emocionais e associamos ao TEA, mas esses sinais podem estar relacionados, na realidade, à ansiedade. Por isso, é fundamental que família, escola e terapeutas estejam alinhados para identificar alterações comportamentais o mais cedo possível”, adverte.

Ansiedade pode comprometer inclusão e desenvolvimento escolar

A escola costuma ser um dos principais ambientes onde os sinais de ansiedade são evidenciados. Isso acontece porque a escola pede por constante adaptação a diferentes contextos, interações e demandas, o que pode representar um desafio significativo para estudantes que dependem de maior previsibilidade e organização para se sentirem seguros. 

Entre os sinais de alerta estão irritabilidade excessiva, aumento das estereotipias, queixas frequentes de dores de cabeça ou dor de barriga sem causa médica aparente, alterações no sono, mudanças alimentares e necessidade constante de confirmação ou segurança.

Segundo Karen, um dos caminhos mais eficazes para minimizar os impactos é investir em estratégias de inclusão que respeitam as necessidades individuais de cada aluno autista. “A adaptação curricular cria condições para que o estudante consiga acessar o conteúdo de forma plena e com menos sofrimento emocional. Quando a escola ajusta a forma de apresentar as atividades, ela favorece o aprendizado, participação e confiança”, explica.

A literatura sobre educação inclusiva demonstra que a adaptação curricular é uma ferramenta importante para garantir a permanência e a aprendizagem de estudantes com necessidades específicas. Medidas como essa contribuem para tornar o ambiente escolar mais previsível e acessível.

Informações: Assessoria de Imprensa.

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Priscila Correia

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