Aventuras Maternas

Doe afeto para uma criança

ursinhoNão é preciso engravidar para ser mãe ou pai, na verdade não é preciso nem dividir o mesmo teto para isso. Ser pais no sentido poético da palavra é amar sem contrapartidas, é se doar pelo outro, é querer bem, é abastecer o “filho”de afeto, esquentar quando estiver frio, ensinar, educar, passar bons valores e proporcionar condições para o crescimento da criança.

Por isso, adotar é algo tão especial. É decidir doar o coração para uma criança independente de laços de sangue e de ter convivido com ela desde o corte do cordão.

Mas hoje não falo aqui sobre a adoção tradicional. Vamos falar sobre as pessoas que não têm condições de levar a criança para casa, que não podem arcar ainda com todas as responsabilidades do que é ter um filho, ou não podem ter mais filhos em casa, mas que querem fazer o máximo que podem pelo bem de um pequeno.

Para esses casos é possível apadrinhar afetivamente uma criança, permitindo que ela passe algum tempo com o padrinho ou madrinha, por alguns períodos, um dia da semana ou o final de semana, sem implicar qualquer vínculo jurídico. É auxiliar e acompanhar a vida de uma criança ou adolescente que está em um abrigo, e que tem pouca possibilidade de ser adotado.

No Brasil existe o projeto Padrinho Nota 10, pelo qual cada padrinho tem a liberdade de escolher lugares para passear, ocasiões e demais atividades para realizar com o afilhado, participando efetivamente da vida da criança ou adolescente.

No site da ONG existe uma lista com os abrigos de todo o país onde o projeto é realizado. E é possível apadrinhar afetivamente ou apenas financeiramente, depositando mensalmente um valor e recebendo relatórios sobre o desenvolvimento da criança.

Para quem quer doar amor também, vale pensar bem sobre sua disponibilidade antes de criar um vínculo com a criança. Afinal, se você entra na vida dela, é importante que seja para ficar, né?

Abaixo seguem as condições para apadrinhar uma criança:

  • Ter disponibilidade de tempo para participar efetivamente da vida do(a) afilhado(a) (visitas ao abrigo, a escola, passeios, etc.);
  • Ter mais de 21 anos (respeitando a diferença de ser 16 anos mais velho do que a criança ou adolescente);
  • Participar das oficinas e reuniões com a equipe técnica do projeto;
  • Apresentar toda a documentação exigida;
  • Consentir visitas técnica na sua residência;
  • Respeitar as regras e normas colocadas pelos responsáveis do projeto e dos abrigos.

Saiba mais pelo site da ONG: www.padrinhonota10.com.br

 

                                 

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Priscila Correia

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