Aventuras Maternas

Se aventurar na maternidade é se encher de amor para o resto da vida

Ser mãe é se aventurar todos os dias. É descobrir novas sensações a cada segundo. É se sentir plena e feliz, porque existe alguém aqui que dará continuidade aos seus valores, ao seu amor pela vida.

Para mostrar um pouco do que é a aventura de ser mãe, pedimos a algumas leitoras e a das fotógrafas Jaqueline Porto, Ale Crisóstomo, Adriana Oliveira e Monica Dantas que enviassem para a gente histórias bonitas sobre o maternar e ficamos encantadas com o que recebemos. Confiram!

Foto de Jaqueline Porto - Simone e a filha Valentina

Foto de Jaqueline Porto – Simone e a filha Valentina

“A maternidade é uma experiência ímpar, diária e desafiadora. A partir do momento que eu descobri que estava grávida, deixei de ser “a Simone” e passei a ser “a mãe da Valentina”. Nossas necessidades só começam quando terminamos de suprir as dos nossos filhos. Zelamos pelos filhos com um prazer indescritível e incondicional. Queremos sentir as dores e frustrações deles para poupá-los. Sempre achei que se algo grave ocorresse com minha filha, eu não suportaria…Há exatos 4 meses, minha única filha foi diagnosticada com leucemia. Meu chão se abriu! Achei que não iria aguentar o tamanho da provação e o caminho árduo que estava por vir. Mas o amor maternal nos move adiante, nos dando força e fé, que são capazes de acreditar que a menor possibilidade de cura representa 100% de chance de um milagre. E esse milagre ocorrerá nas nossas vidas” – Simone Damato, mãe de Valentina.

Bruna e seus  filhos

Bruna e seus filhos

“Eu sempre quis ser mãe, mesmo antes de pensar em casar. Porem, quando finalmente casei e encontrei o homem que eu queria que fosse o pai dos meus filhos, o Max, descobri que tinha endometriose em um grau avançado. Fiz tratamentos, exames e tudo mais, mas não conseguia engravidar. Então marquei uma cirurgia. Resolvi, ao mesmo tempo, frequentar o Lar Frei Luis, e fiz o tratamento espiritual proposto por eles. Lá, eles diziam que não poderia deixar o tratamento medico de lado, que um acompanharia o outro. E assim o fiz. Quando chegou a cirurgia, o medico me abriu e fechou, e disse que não tinha mais endometriose. Chorei, agradeci a Deus e ao Frei Luis pelo milagre. Porem, neste período, estava de mudança para o Canadá, estressada e continuava sem conseguir engravidar. Mas logo depois que chegamos aqui, depois de tudo devidamente resolvido (casa, trabalho etc), eu engravidei. Foi certamente a maior alegria da minha vida. O Pedro veio prematuro. Acho que minha ansiedade passou para ele, que quis chegar antes. Pouco depois de um ano foi a vez da Laura. A maternidade é linda, mesmo para quem nunca sonhou ser mae. Imagine para quem queria desde que se entende por gente, como eu. Hoje, tenho meus dois canadenses lindos e meu filho peludo. E ainda tive a sorte do meu mais velho, meu cachorro Chopp, que veio comigo do Brasil, ser um “irmão” muito paciente com meus pequenos, que o adoram. Sim, sou a mulher mais feliz do mundo” – Bruna Ferrão, mãe de Pedro, Laura e Chopp

Flávia Mendonça e suas filhas

Flávia Mendonça e suas filhas

“Desde a gravidez o mundo começa a ser visto com outros olhos, todos os momentos se tornam comerciais de margarina, fiquei super sensível a tudo. As pessoas são mais gentis e sorriem pra você com barriga e bebês no colo. Digo bebês porque Deus foi super generoso comigo, me favorecendo com a maternidade dupla. Foram várias noites sem dormir, dias sem banho ou refeição pulada. A preocupação se tornou uma constante. Mas tudo fica mais colorido, barulhento e alegre com meus tesouros. Sou mais estressada, mas realizada também. E tenho sorte de ser filha de uma mãe pra lá de sensacional, amiga, parceira em todos os momentos. Devo todos os meus elogios a ela.” – Flavia Mendonça, mãe de duas meninas

Foto Alê Crisóstomo - Renata Caldas e seu filho Cauã

Foto Alê Crisóstomo – Renata Caldas e seu filho Cauã

“A descoberta da minha gravidez foi um tanto inusitada. Não acreditava que estaria grávida. Estava me preparando para iniciar um tratamento para engravidar. Meu médico havia passado uns exames pra fazer. Um deles era o Beta HCG, porque meu ciclo era muito irregular e para iniciar o tratamento tínhamos que ter certeza que eu não estava grávida. Fiz o exame no sábado, em Niterói, por desencargo de consciência e viajei para uma semana de trabalho no sul da Bahia (Eunapolis) e norte do Espírito Santo. Logo na segunda-feira meu marido perguntou: ” E o resultado do exame?”. E eu ignorei. O protocolo para visualizar o exame pela internet havia deixado em casa. Ele a noite acessou e não tinha resultado disponível. Sendo que na sexta antes de eu fazer o exame de sangue havíamos saído para comemorar com um casal de amigos que estavam grávidos e a minha amiga, ao relatar seus sintomas, eram exatamente os mesmos que eu estava sentindo. Na terça-feira ele tornou a perguntar e insistindo pra eu fazer um teste de farmácia porque eu tinha os mesmos sintomas da minha amiga. Ele tornou a verificar o resultado no site do laboratório e ainda estava indisponível. Eis que na terça a noite, de tanto ele insistir, eu comprei um teste. Na madrugada de quarta, acordei para ir ao banheiro e fazer o teste. Foi o calafrio mais intenso de toda minha vida. Logo acionei ele no whatsapp e fiquei mandando imagem por imagem do resultado do exame. Eis que começou a aparecer o borrão da segunda faixa que indicava o resultado positivo. Não acreditava!!!! E ele insistindo pra eu ligar para o laboratório. Só que era umas 5h. Quando deu 8h liguei e a atendente me pediu milhões de desculpa porque haviam cometido um erro de não disponibilizar o resultado no mesmo dia. Pediu que em uma hora olhássemos na internet que estaria lá. Aí que a aflição aumentou. Eu estava saindo de uma cidade para outra, na estrada. Ele ficou encarregado de acessar o resultado. E deu positivo!!!! Ele não conseguia me contar. O sinal do celular só dava fora de área. O inusitado foi que normalmente a mulher conta ao marido, no nosso caso, foi ele quem me contou. Enquanto ele não conseguia contato comigo, levou o resultado ao medido para ter certeza que ele estava lendo certo. E a médica falou: “Ela está gravíssima”. Eis que a vida me presenteou com um menino. Meu príncipe. Lindo, sorridente, inteligente, um carrapatinho. Temos um elo tão grande que sou grata a Deus e ao meu amor, Cristiano, por ter me presenteado com o grande amor da minha vida, o Cauã. Parece encontro de almas. Nós conversamos só pelo olhar, pelo cheiro, pelo toque. Não imaginava a grandeza desse amor. Um amor que transborda, um amor que cura sua alma. Que te deixa feliz com os gestos mais simples. Vivo intensamente cada descoberta dele. Até diminui meu ritmo de trabalho para poder ser mais presente. Ele é tão grudado em mim que as vezes penso que meu marido tem ate ciúme (rsrsrsrsrs), pois pra tudo ele chama mamãe” – Renata Caldas, mãe de Cauã

Foto Monica Dantas - Mariana Antum e os filhos Maria Eduarda, Mateus, o marido Marcello e o bebê na barriga.

Foto Monica Dantas – Mariana Antum e os filhos Maria Eduarda, Mateus, o marido Marcello e o bebê na barriga.

“Uma experiência só, seria impossível, porque na verdade eu tenho três experiências incríveis, cada uma do seu jeitinho todo especial. Sou mãe de três. Três seres completamente diferentes de ser, mas com um amor comum “EU”….rsrsrsrs. Me considero muito abençoada. A maternidade me tornou uma pessoa muito melhor, me ensinou a ter muito mais cautela, a ser mais paciente, a discernir qualidade de quantidade. Não me imagino sem meus presentes de Deus. Eles são meu sopro de vida, apesar de ser muito cansativa a rotina diária, não é nada fácil, nem tão pouco um mar de flores, porém, muito prazeirosa. Eu costumo dizer que ser mãe é se reinventar todos os dias. Amo ser mãe! Amo ser mãe de três! Obrigada Senhor, pelo dom divino da maternidade!” – Mariana Antum, mãe de Maria Eduarda, Mateus e Miguel.

Foto Adriana Oliveira - Isis Oliveira Cerqueira, mãe de Benício

Foto Adriana Oliveira – Isis Oliveira Cerqueira, mãe de Benício

“Ser mãe… Ah, ser mãe! Existe algo mais lindo? Será que pode existir melhor sensação do que ter um bebê mexendo e crescendo dentro de você? Será que tem algo melhor do que ver o rostinho de um filho pela primeira vez? Sentir seu cheiro, abraçar bem apertado, dormir juntinho, ver um sorriso e ouvir seus primeiros sons? Definitivamente, não!! Ser mãe é algo mágico que compensa cada hora de sono não dormida, cada quilo adquirido na gravidez, cada semana sem ter as unhas feitas… Ser mãe é a única coisa que sei ser hoje em dia e tenho certeza que a nossa história está só começando!! Te amo, filho!”- Isis Oliveira Cerqueira, mãe de Benício.

Cibele, mãe de Cristiane e David

Cibele, mãe de Cristiane e David

“Na minha primeira gestação, a descoberta foi incrível: um misto entre “o que faço agora, minha vida vai mudar totalmente” e “sensacional, serei mamãe!”. A gestação foi ótima, pois por minha filha mudei totalmente meus hábitos alimentares e passei a tomar o dobro de cuidado na rua, além de virar o foco do bem-estar literalmente para mim, afinal, tinha um serzinho crescendo ali dentro da minha barriga e sua chegada com saúde dependia de mim. Depois que ela nasceu descobri o que é amar de verdade e incondicionalmente; o que é muitas vezes se anular em função do bem-estar de uma vida recém-chegada ao mundo; que ela tem um mundo pela frente enquanto já vivi muitas coisas. O maior desafio que vejo como mãe é fazer com que ela cresça de forma saudável, respeitando o próximo como ser humano, sem deixar de viver a fase infantil efetivamente. E a maior alegria é ver aquele sorriso espontâneo e ouvir aquela gargalhada mega gostosa que não deixa ninguém ficar de cara amarrada” – Cibele Aviles, mãe de Cristiane e David, que chegará em breve.

 

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Priscila Correia

4 ComentáriosDeixe seu comentário

  • Ser mãe realmente é uma aventura! Mas a mais incrível e indescritível aventura de uma mulher. Parabéns a todas as mulheres que se permitiram viver esse sentimento.

    • Que lindo, filha! Meus olhos estão cheios de lágrimas!!! Voltei o tempo em minha memória e recordei do momento em que vocês dois nos contaram da gravidez, mesmo tão longe. Queria que o tempo parasse e que eu pudesse voar para abraça-los, de tamanha felicidade!!!
      Cauã é uma alegria imensa em nossas vidas! Amamos vocês de forma indescritível!!!
      Parabéns Alê, pela bela homenagens as mães!

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