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Festival ‘Assim Vivemos’ segue com sessões presenciais até segunda, 4, no CCBB Rio

As sessões presenciais da 10ªedição carioca do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência terminam na próxima segunda-feira, dia 4. Com entrada gratuita, o público pode conferir a programação com 29 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens no CCBB Rio. As produções, exibidas entre sexta e segunda-feira, estão divididas em três sessões: 14h,16h e 18h. Filmes de arte, dança, esportes, música, sobre educação inclusiva, síndrome de down, deficiência mental, visual, auditiva e motora, compõem o catálogo da mostra, que seguirá na versão online até 11 de outubro. O evento é uma realização é do Centro Cultural do Banco do Brasil, com patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura, e produção da Cinema Falado Produções.

Na sexta-feira (01/10), às 14h, o festival destaca o longa-metragem espanhol “Sete Léguas”, onde crianças com deficiência motora e integrantes de uma pequena companhia de dança estão juntas em um palco de teatro. Antes do longa, o público terá a oportunidade de assistir ao curta-metragem “Juntos”, que mostra a colaboração entre a companhia de dança Body Shift de Austin e a Merge Dance Company. Exibido na sessão das 16h, o brasileiro “O artista e a força do pensamento” narra a trajetória do dançarino e performer com paralisia cerebral Marcos Abranches. E, a partir das 18h, o público poderá conferir os médias-metragens “Minha amiga do sanatório” e “E elas eram colegas de quarto”. O primeiro narra a saga de Nina; uma jovem de 27 anos, residente de uma fundação para pessoas com deficiência de aprendizagem até abril de 2020 quando, em decorrência do isolamento social imposto pela pandemia, saiu da instituição fechada para viver em um apartamento em Moscou. O segundo filme se concentra em duas colegas de quarto na faculdade: Kylie (uma estudante do primeiro ano de Educação) e Olivia (uma caloura não matriculada que estuda Artes e que se identifica como uma pessoa com deficiência). Novatas em suas funções, elas descobrem que a tutoria inclusiva de duas colegas e a amizade no meio universitário vêm acompanhadas de um conjunto de desafios, sucessos e emoções.

No sábado (02/10), e a partir das 14h, o público poderá conferir quatro curtas-metragens, sendo o primeiro “Prezado Doutor”, cujo principal objetivo é influenciar a comunidade médica para garantir que todos os pais recebam o diagnóstico de síndrome de Down de seus filhos com compaixão, informações atualizadas, suporte adequado e esperança. Em seguida, destaque para “O tabuleiro de Dania”, que exibe uma ótima jogadora de damas, até se deparar com alguns truques especiais de teatro. Depois, o argentino “A primeira lei”, um relato da intimidade do vínculo entre duas irmãs. Em seguida, o espanhol “O aniversário de Estela”, acompanha a surpresa que a mãe prepara para os filhos, em virtude do aniversário de Estela, a protagonista da produção. “Fale Conosco”, o documentário brasileiro sobre a comunicação de pessoas com deficiência encerra o horário. Depois, às 16h, exibição de “13 Kilômetros”, filme que acompanha um homem cego que caminha sozinho da sua casa até a aldeia, enfrentando o rigor do inverno na zona rural do Cazaquistão. E, a partir das 18h, mais outros quatro filmes para encerrar a programação do dia: “As belas cores de Jeremy Sicile-Kira”, que usa a pintura para transcender a deficiência e comunicar os sonhos do protagonista a outras pessoas. O israelense “Nino” que mostra como o portador de poliomielite escolheu a liberdade de se mover e tocar a beleza que vê na humanidade através das lentes de sua câmera. “Volta”, a inusitada jornada pelo universo da deficiência, da autoria e da representação é o penúltimo filme da sessão, que será finalizada com o iraniano “Arghavan”, que acompanha momentos da vida de uma musicista e cantora com deficiência visual.

Já no domingo (03/10), às 14h, serão exibidos os curtas “Quatro sentidos”, que acompanha a seleção de futebol de cegos da Costa Rica em uma partida contra um time de rapazes sem deficiência, enquanto conversam sobre suas vidas e como descobriram o esporte. O russo “B1” narra um pouco da trajetória de Sergey, que perdeu a visão aos seis anos, quando foi pisoteado por um cavalo e é hoje é jogador de futebol. “Imbatível Bunina”, que retrata a atleta que já foi 13 vezes campeã de Queda de Braço, competindo como atleta com distúrbios musculoesqueléticos – e que é tida como a mulher mais forte do planeta – finaliza a primeira sessão do dia. A partir das 16h, o público terá a oportunidade de conferir mais três filmes, sendo o primeiro “Sempre positivo”, que mostra como o ex-presidente do Comitê Paraolímpico Internacional guiou a maior organização de esportes adaptados do mundo ao se tornar um líder global para a mudança social. Na sequência, “Incapazes?”, documentário russo sobre pessoas declaradas incapacitadas pelo Estado, por assistentes sociais e por parentes mais próximos. Mas essas pessoas ditas “incapacitadas” não se consideram como tal e demonstram que não o são através de suas ações. Também russo, “Deus ama Porkhov” retrata o trabalho da instituição de caridade Rostok, que ajuda órfãos com deficiência intelectual a ganhar liberdade e ter uma família. A partir das 18h, exibições de mais três filmes, sendo todos brasileiros. “Seremos ouvidas”, que compartilha as lutas e trajetórias de três mulheres dento do movimento feminista surdo. Em seguida, “Silenciadas: em busca de uma voz”, com intuito principal de “dar voz” às mulheres com deficiência. E “Uma parte de mim”, com relatos de pessoas com diferentes deficiências (incluindo a diretora), que refletem sobre vida e sexualidade encerra as sessões.

Na segunda (04/10), será a última oportunidade para o público interessado em acompanhar o festival presencialmente nas salas do CCBB Rio. Às 14h, exibição de dois filmes: “Movimento”, um documentário brasileiro com a história de Adilson – um homem surdo, nascido no interior do estado de São Paulo, que teve contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante a infância e, após concluir seus estudos, tornou-se professor dessa língua. Em seguida, a apresentação de “Com S Maiúsculo”, produção italiana que mostra as dificuldades que os surdos enfrentam diariamente, problemas de comunicação e dificuldades no acesso à informação, à cultura, à educação e à formação ao longo dos tempos. A partir das 16h, “Eu sou Irina” e “Mulheres surdas me contaram” são os destaques do segundo horário do dia. A primeira exibição trata-se de um curta-metragem sobre uma mulher que perdeu a visão e a audição em um acidente. Passou momentos difíceis, mas encontrou no teatro uma segunda chance. O segundo filme é realizado pela cineasta Marie-Andree Boivin, surda desde os três anos de idade e defensora dos direitos dos surdos e das pessoas com deficiências auditivas. Além de sua trajetória, a diretora retrata histórias de surdez contadas por mulheres surdas, a partir de suas percepções e memórias. Tudo diretamente vindo da experiência surda e não de pesquisas produzidas por ouvintes.

“Não me esqueci de você” será exibido às 18h e trata-se de um documentário brasileiro sobre educação inclusiva, que ouve diferentes vozes do processo educacional – pais de alunos, professores da rede pública e especialistas na área – e busca sensibilizar sobre a responsabilidade social e política da inclusão de alunos. A produção vai fechar as exibições presenciais do festival. O filme dará origem ao segundo debate do festival, com o tema “Educação para todos”, e será realizado a partir das 19h30, de maneira online, pelo site www.assimvivemos.com.br O bate papo será mediado pela idealizadora do festival, Lara Pozzobon e contará com as presenças do diretor do filme e produtor de TV, especializado em programas culturais, educativos e de divulgação científica, Rene Lopez e da jornalista, especialista em Linguagem Simples e mestre em Estudos sobre Deficiência, Patrícia Almeida.

Importante ressaltar que o Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, seguirá no formato online até 11 de outubro e também promoverá outros dois debates virtuais, sempre após as sessões motivadas pelos temas a serem discutidos. Ao longo do tempo, os debates do festival se consolidaram como um espaço importante de diálogo e reflexão acerca dos temas relativos às pessoas com deficiência e, consequentemente, a toda a sociedade. Os encontros da 10ª edição contam com a presença de profissionais ativos nas suas áreas de atuação, sempre com prioridade para a participação de pessoas com deficiência. No site www.assimvivemos.com.br é possível conferir a programação completa e acompanhar os encontros.

Todos os filmes contam com recursos de acessibilidade como a audiodescrição e as legendas LSE (para surdos e ensurdecidos), além interpretação em LIBRAS. Os debates ao vivo têm interpretação em LIBRAS e serão disponibilizados gratuitamente através do site, assim como o catálogo digital do festival com informações, sinopses dos filmes e programação completa.

Serão oferecidos cinco prêmios do júri e um do público, destinado ao filme escolhido nas três cidades. Os membros do júri são pessoas com deficiência, artistas e profissionais e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes premiados. O troféu foi criado pela artista cega Virginia Vendramini. A direção geral do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência é de Graciela Pozzobon.

Para conferir a programação completa do Assim Vivemos 2021, acesse: www.assimvivemos.com.br

Informações: Assessoria de Imprensa.

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Priscila Correia

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